Em março, cada deputado federal ou senador recebeu um salário bruto de Cr$582 mil, equivalentes a 160 salários-mínimos. Depois do desconto do Imposto de Renda e da contribuição obrigatória para o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), o salário líquido foi de Cr$430 mil. Além disso, os parlamentares ganharam diversas mordomias, inacessíveis ao trabalhador comum. Os deputados e senadores têm direito a apartamentos funcionais (com três quartos) em Brasília. Todos os senadores ganham carros oficiais a seu serviço 24 horas por dia. Na Câmara Federal, este é um privilégio apenas dos membros da Mesa Diretora e dos líderes das bancadas dos partidos. O deputado Ricardo Fiúza, líder do PFL, tinha dois motoristas e apenas um carro. Assim, cada um trabalhava apenas duas semanas por mês. Além disso, os deputados federais recebem uma cota de telefone que podem usar gratuitamente nos gabinetes ou em suas casas. Cada parlamentar também tem direito a quatro passagens aéreas mensais entre seu Estado e Brasília, pagas pelo Congresso Nacional. Duas destas passagens são via Rio de Janeiro. Cada senador tem direito a oito funcionários do Senado em seu gabinete e pode nomear mais quatro assessores de confiança. Na Câmara Federal, o número de assessores por deputado pode variar entre cinco e 12, mas a soma total de seus salários não pode ultrapassar o limite máximo de Cr$300 mil (FSP).