A TELEBRÁS anunciou ontem os vencedores da concorrência para construir e colocar em órbita os satélites de comunicação Brasilsat 3 e 4. Eles serão fabricados pelo consórcio Hughes-Promon e lançados pela Arianespace. Um relatório técnico, concluído há sete meses, já indicava o Hughes-Promon como o vencedor da concorrência internacional, mas não foi divulgado por motivos políticos: o então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, preferiu deixar a delicada decisão para o sucessor do presidente José Sarney. A concorrente da norte-americana Hughes era o consórcio franco-canadense Spar-Matra-Alcatel, representado pela Victori, uma empresa que tem como sócio o presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho. Até o final de outubro do ano passado, Antônio Carlos Magalhães insistia em que o relatório técnico não estava pronto-- embora fosse necessário anunciar logo o vencedor da concorrência, pois em 1996 os atuais satélites deixarão de funcionar. A segunda geração de satélites brasileiros custará US$233,2 milhões em valores nominais, a serem pagos num prazo de 10 anos (JC).