A queda de preços a partir do Plano Collor foi medida em dois levantamentos da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP (Universidade de São Paulo). Num deles aparecem as remarcações para baixo nas lojas de bens duráveis. Eletrodomésticos ficaram 4,5% mais baratos. Nos preços dos móveis houve reduções de 13% a 20%. O outro levantamento indicou deflação de 0,26% para o conjunto de gastos formado por alimentação, despesas pessoais, habitação, transportes, vestuário, saúde e educação. Compararam-se os preços da última semana de março (24 a 31) e os da segunda (nove a 16). Para o recuo de 0,26% contribuíram as quedas apuradas em quatro grupos de preços: despesas pessoais (3,54%), habitação (0,77%), vestuário (5,97%) e educação (0,31%). Os demais grupos tiveram os seguintes aumentos: 2,58% para alimentação, 0,71% para transportes e 1,55% para saúde. Em todo o mês de março a FIPE registrou um aumento de 79,11% no custo de vida na capital paulista (O ESP).