Nos 16 dias úteis após a edição do Plano Collor, o número de demissões no Estado do Rio de Janeiro cresceu 10% em relação ao período anterior, o que descaracteriza a suspeita de que estaria havendo demissões em massa. Segundo o SINE (Sistema Nacional de Empregos), do Ministério do Trabalho e Previdência Social, o problema é que não está havendo rotatividade da mão-de-obra, ou seja, as empresas não estão admitindo novos funcionários. Com isso, os empregados demitidos não estão sendo reabsorvidos pelo mercado de trabalho. Até a edição do plano, o SINE registrava 93 mil demissões por mês contra 95 mil admissões. Hoje, as demissões continuam ocorrendo com elevação de 10%, mas as admissões estão paralisadas. De acordo com a CUT-RJ (Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro), desde a decretação do Plano Collor foram demitidos 20.233 trabalhadores em todo o estado. Outros 39.054 estão em férias coletivas e 6.920 em licença remunerada (JC).