Um levantamento realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública durante um ano (financiado pela Organização Mundial de Saúde) em seis favelas e um conjunto habitacional em Bonsucesso, no Rio de Janeiro, mostra que "as mulheres estão recorrendo cada vez mais à esterilização em faixas de idade mais jovem como meio de evitar a gravidez, mesmo que tenham poucos filhos": 35% das mulheres esterilizadas fizeram ligadura de trompas entre 25 e 29 anos e metade delas tinha apenas um ou dois filhos. Um dos dados preliminares do levantamento mostra que a pílula anticoncepcional continua sendo o método mais usado e já foi adotado por 34,7% das entrevistadas (no universo de 1800 mulheres). Mas a esterilização feminina passou a ocupar o segundo lugar, com 20,7%, seguido pela tabela, 3,1% (JB).