As propostas contidas no relatório do deputado Osmundo Rebouças (PMDB/CE) sobre a medida provisória no. 168, que trata da reforma monetária, foram bombardeadas ontem pelo governo e pelos líderes dos principais partidos no Congresso Nacional. O porta-voz da Presidência da República, Cláudio Humberto Rosa e Silva, disse que o governo não aceita mudanças fundamentais no plano de estabilização econômica, principalmente na poupança. O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, considera inaceitável o relatório de Rebouças: "O parecer desmonta o plano em suas partes essenciais", garantiu. Apenas a proposta da caderneta de poupança casadinha foi considerada viável por Eris. A medida libera cruzados novos retidos na poupança à medida que for aberta uma caderneta em cruzeiros, mas a conta só poderá ser movimentada depois de oito meses. No Congresso, a reação atingiu vários partidos. "O relatório explode o plano", definiu o líder do PFL, deputado Ricardo Fiúza. "Não é tarefa do Congresso criar outro plano", reagiu o líder do PSDB, Euclides Scalco. Para o deputado César Maia (PDT/RJ), o projeto do PMDB liquidaria com o plano em julho (JB).