O Plano Collor não alterou a forma de correção, no mês de abril, dos limites de empréstimo para aquisição da casa própria. Enquanto o BTN (Bônus do Tesouro Nacional), por exemplo, foi reajustado em apenas 41,28%, o VRF (Valor Referencial de Financiamento) continuou a ser corrigido pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), 84,32% em março. Com isso, o valor máximo dos financiamentos concedidos pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação)-- 5 mil VRFs-- subiu de NCz$1.487.650,00, em março, para Cr$2.742.000,00 em abril. Em maio, esse valor deve ser alterado muito pouco ou nada. Isto porque o VRF é indexado à correção monetária da poupança, que, no caso dos saldos em cruzeiros, em abril ainda recebe o IPC do mês anterior. A partir do mês que vem, no entanto, a poupança passa ser corrigida pelo BTN cheio, cuja variação de maio em relação a abril deve ficar próxima de zero. Com o reajuste do VRF em 1o. de abril, aumenta também, de Cr$2.975.300,00 para Cr$5.484.000,00, o valor máximo dos imóveis passíveis de financiamento pelo SFH. A correção do IPC de 84,32% aplica-se também ao saldo devedor da casa própria. Este índice, porém, não entrará na prestação da casa própria para contratos pela equivalência salarial (O Globo).