O exército de meninos e meninas que vagam pelas ruas das capitais
29165 brasileiras, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, sofre baixas quase
29165 diárias não só pela fome e miséria, mas também por agressões, facadas
29165 e tiros. Esta denúncia foi feita pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), através de uma revista-- a ser lançada no próximo dia sete de maio--, financiada pela Defense for Children International, órgão da ONU (Organização das Nações Unidas). Dados levantados no período de 1984 a 1986 em 16 estados mostram que foram registrados nos Institutos Médico-Legal 1.397 assassinatos de menores de 18 anos. O IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e o Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua fizeram também uma ampla pesquisa sobre o assunto em jornais e revistas, contabilizando 891 mortes. De fontes oficiais, os pesquisadores conseguiram uma estatística de mortalidade no Brasil, em 1985, feita pelo Ministério da Saúde, e outra da Secretaria Estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, entre 1985 e 1989. Esta última registra a morte de 1.081 crianças e adolescentes, a maioria negra e do sexo masculino, com idades que variam de 15 a 18 anos. O Ministério da Saúde registrou, em 1985, 18.860 casos de óbitos de pessoas com menos de 19 anos, vítimas de causa externa. Nesta categoria são incluídos os seguintes tipos de violência: homicídio, suicídio e acidentes como atropelamentos, batidas de trânsito, quedas e afogamentos, entre outras mortes. Deste total, 3.180 casos referem-se a homicídios e demais formas de violência praticadas contra menores (JB).