A extinção do SNI (Serviço Nacional de Informações), bandeira de campanha do presidente Fernando Collor, revelou a ineficiência da sua atuação e o excesso de mordomias à disposição dos funcionários. Como outras repartições federais, o SNI transformou-se nos últimos anos em um "cabide de empregos". Dos seus 2,5 mil servidores, apenas 200 compareciam ao trabalho, em sua maioria civis sem qualquer qualificação para a espionagem. Todos, entretanto, frequentavam um clube social de quatro mil metros quadrados, em Brasília, com piscinas e quadras de tênis (JB).