Sindicalistas e empresários desembarcam amanhã, em Brasília, para exigir que não haja recessão, se retomem os investimentos e se garanta o
29036 emprego. A decisão inclui a CUT (Central Única dos Trabalhadores), 18 representantes de associações e sindicatos patronais e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que ontem prepararam juntos, em São Paulo, a primeira proposta consensual entre capital e trabalho de que se tem notícia na área de política econômica. A proposta é simples e pressupõe modificações no Plano Collor: as entidades querem liberação de cruzados bloqueados no Banco Central, convertidos em cruzeiros, para folhas de pagamento, ou ainda, linha de financiamento a juros baixos, de 7% ao ano, para quem não tem recursos retidos. Em troca, os empresários oferecem estabilidade por 30 dias para os empregados. Não há maior detalhamento em relação a isso, mas sabe-se que a troca cruzados por estabilidade seria optativa e renovável a cada mês. O setor patronal foi representado pela ABIFA (Associação Brasileira da Indústria de Fundição) (O ESP) (FSP).