Dos credores externos do Brasil, os bancos comerciais estrangeiros são os que detêm a maior parte da dívida, US$73,8 bilhões. Desse montante, US$57 bilhões são dívidas de médio e longo prazo, ou seja, as que se renegociam. As dívidas de curto prazo são renovadas automaticamente. Nos últimos 12 meses o governo brasileiro não pagou quase nada aos bancos. Foram acumulados aproximadamente US$5 bilhões de juros atrasados. O restante da dívida brasileira é devida para organismos multilaterais não-comerciais (US$33,6 bilhões) e para bancos brasileiros no exterior (US$7,4 bilhões) (FSP).