O CONGRESSO E O PLANO COLLOR

O líder do governo no Senado Federal, José Ignácio (sem partido-ES), disse ontem que se os parlamentares promoverem mudanças no Plano Collor que impliquem o aumento da quantidade de dinheiro na economia, o presidente Fernando Collor ficará "fortemente frustrado e desapontado com o Congresso Nacional". Segundo ele, essas mudanças são consideradas Inaceitáveis" e amarrariam os braços do presidente. Para ele, o maior desafio de Collor não é acertar "sua única bala na cabeça do tigre. É ter as mãos livres para dar o tiro na cabeça do tigre inflacionário". São essas alterações que estão contidas no "acordão" das maiores bancadas no Congresso. Elas querem antecipar saques da caderneta de poupança, desbloquear recursos para pagamento de salários e manter algumas estatais que seriam extintas (FSP).