A paralisação nas atividades das montadoras de veículos do ABC paulista está trazendo os primeiros reflexos para os metalúrgicos da região de Campinas. Várias empresas do setor de autopeças deram férias coletivas ou licenças remuneradas para seus funcionários. É o caso da Bosch (4 mil de seus 7 mil funcionários), Filtros Mann (1,4 mil funcionários), Mercedes- Benz (90% dos 4,3 mil trabalhadores) e Bendix (número ainda não determinado). O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da região, Durval de Carvalho, afirmou que por enquanto as demissões estão concentradas nas pequenas e médias empresas. "Nas crises anteriores o setor de construção civil absorveu os demitidos da indústria, mas agora é a construção civil que está liderando as demissões", disse. A Indústria de Meias Lupo, de Araraquara (SP), concedeu ontem licença remunerada a seus três mil funcionários, por um prazo de até duas semanas. A indústria é a maior da América Latina e está sem matéria- prima. Em Santos, 520 operários da construção civil já foram demitidos desde a decretação do Plano Collor. E na Grande Belo Horizonte (MG) cerca de 10 mil operários também já foram dispensados (FSP) (O Globo).