O presidente da Associação Brasileira dos Bancos de Desenvolvimento (ABDE), Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, propôs ontem, em Belo Horizonte (MG), a criação de um fundo de desenvolvimento constituído pela conversão de cotas da dívida externa em participação acionária no capital de empresas nacionais com destino exclusivo a novos investimentos. Paralelamente, para cada dólar convertido, o credor estrangeiro aplicaria no país, na forma de dinheiro novo, o equivalente a 16 centavos de dólar, com prazo de resgate de 30 anos, como certificado de privatização. Segundo ele, caberia ao governo estabelecer setores e regiões com prioridade para aplicação desse fundo, que seria administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para Carlos Alberto, com esse mecanismo, "ganham o Brasil e os credores" (O ESP).