COLLOR DIZ QUE ACATARÁ MUDANÇAS NO SEU PLANO ECONÔMICO

O presidente Fernando Collor anunciou ontem que acatará as mudanças que vierem a ser feitas pelo Congresso Nacional ao plano de estabilização econômica, desde que tais alterações não abalem as estruturas do programa. "É claro que todas as sugestões que o Congresso Nacional encaminhar via Poder Executivo ou pelo processo de emendas nós só temos que acatar e dizer que serão muito bem-vindas", assinalou o presidente na primeira entrevista coletiva após ser empossado. A seguir os principais pontos abordados pelo presidente durante a entrevista: Constituição-- a retirada das medidas provisórias nos. 153 e 156 do Congresso Nacional foi, segundo o presidente, uma "homenagem à comunidade jurídica"; Estado-- Collor sublinhou que a participação do Estado no plano econômico, com os cortes das "gorduras desnecessárias", é uma medida determinante do sucesso do programa de estabilização; poupança-- pelos índices de depósitos em caderneta de poupança, elas estariam crescendo acima das expectativas oficiais; pagamento dos salários de março-- o presidente disse que as regras já foram adotadas para o acesso das empresas aos recursos necessários ao pagamento dos salários e o "rio caminha de volta ao seu leito"; os partidos e a democracia-- Collor afirmou que não desprestigia "nem o sistema partidário, nem a classe política a qual eu pertenço"; dívida externa-- Collor disse que a ministra Zélia participará da reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), no Canadá, quando fará contatos preliminares com os credores do país e detalhará o plano econômico, dando início ao processo de renegociação ampla da dívida externa (GM).