O efetivo da nova Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) será composto por menos de 25% dos quadros do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), que ela substitui. Dos quatro mil funcionários do SNI restarão apenas cerca de 800. A Agência Central do SNI, em Brasília, terá sua lotação diminuída de 800 para cerca de 190 funcionários. Contudo, a mudança mais importante não pode ser quantificada: é a substituição dos militares pelos civis, que vem sendo feita com rapidez e causando alguns descontentamentos na área militar. Apesar de o presidente Fernando Collor ter nomeado o empresário Pedro Paulo Ramos para chefiar a SAE, o novo homem forte do órgão é Flávio Duarte, um professor da Escola Nacional de Informações (Esni) que assessorou o tio do presidente, embaixador Lindolfo Leopoldo Collor, na reforma do SNI. Duarte foi recrutado para o SNI no começo dos anos 70. Durante o governo passado ele atuou com destaque num grupo de civis que alguns militares da chamada "comunidade de informações" batizaram de MAM, "Movimento Anti-Militarista" (FSP).