O empresário Emerson Kapaz proporá hoje à ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, que o governo federal ponha fim à ação policialesca montada em torno da economia desde o último dia 19. A proposta será apresentada na primeira reunião entre as autoridades econômicas e a comissão de acompanhamento do Plano Collor, criada na semana passada por sugestão do empresariado. Kapaz, presidente do Sindicato dos Fabricantes de Brinquedos do Estado de São Paulo, representará na reunião o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). O empresário paulista usará como reforço à sua proposta o exemplo de Israel. Naquele país, quando houve a reforma econômica, há cinco anos, todas as instituições responsáveis pela vigilância do plano deram aos empresários 30 dias para se adaptarem. Fiscais e policiais, quando visitavam as empresas, orientavam seus titulares sobre como se comportar, sem aplicar multa ou punição-- muito menos prisões ou ameaças de prisões, como tem ocorrido sistematicamente no Brasil do governo Collor (FSP).