A percepção do plano de reformas brasileiras passou de positiva para
28770 apreensiva e finalmente majoritariamente negativa no mercado secundário em
28770 Nova Iorque (EUA), de acordo com os analistas. Os títulos da dívida brasileira atingiram ontem o seu nível mais baixo desde as vésperas das eleições presidenciais. Eles foram cotados ontem a 23,5 centavos de dólar por cada US$1 de valor nominal, 27,7% a menos que no começo do mês. O volume de transações foi menor que 10% do que ocorreria em um dia normal. É grande no mercado a preocupação com a perspectiva de que o Plano Collor cause tamanha recessão e que a produção acabe sendo estrangulada, dificultando as chances de uma recuperação econômica do Brasil. Mas, de acordo com Paul Masco, analista da corretora Salomon Brothers, a principal razão da queda das cotações é a ausência de demanda pelos títulos da dívida (FSP).