O Plano Collor não teve efeitos negativos sobre a administração municipal de São Paulo, que ontem tinha em caixa Cr$2,5 bilhões, mas atingiu duramente a administração indireta que teve retidos 80% de um total de NCz$2,97 bilhões que estavam aplicados no mercado financeiro quando foi decretado o feriado bancário. Os dados são da Secretaria Municipal de Finanças. A mais frágil das empresas municipais, a CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), foi também a que teve o maior volume de recursos retidos. A empresa estava com NCz$829 milhões no mercado financeiro. Para socorrê-la, a prefeitura injetou Cr$150 milhões na CMTC, garantindo assim o pagamento das empresas contratadas (GM).