PT SE OPÕE AO PLANO COLLOR

O PT se opõe ao Plano Collor, segundo nota oficial divulgada ontem, em São Paulo, após uma reunião entre economistas e dirigentes do partido. A nota afirma que o plano foi "precedido pelo vazamento de informações para grandes grupos econômicos-- o que lhes permitiu transferir recursos para o exterior e para a poupança". Segundo o partido, o Plano "discrimina e pune os mais desfavorecidos, ao jogar a economia num risco iminente de recessão". Para o PT, as consequências seriam o desemprego, o desabastecimento, a desorganização da produção e a crise social. A nota diz ainda que o Plano Collor "promove o confisco salarial e abre a possibilidade de uma ainda mais dependente internacionalização da economia". A nota do PT contém 25 sugestões que serão encaminhadas em forma de emendas às medidas provisórias. O PT propõe, por exemplo, estabilidade no emprego por 180 dias e manutenção da antiga política de salário- mínimo, que garante aumento real de 3% ao mês. O documento sugere a impressão dos preços máximos nas embalagens de produtos manufaturados e a participação dos sindicatos nas câmaras setoriais de pré-fixação de preços. A respeito da reforma monetária, o partido sugere o aumento do valor de saques na poupança. A bancada federal do partido reúne-se amanhã para analisar as propostas (FSP) (O ESP).