A ABERTURA DOS BANCOS NO PRIMEIRO DIA DO PLANO COLLOR

Faltou moeda e informação nas agências bancárias, para onde se dirigiram milhões de brasileiros à procura do que restou de suas aplicações e depósitos após a decretação do Plano Collor. Escasso nos bancos, o dinheiro desapareceu de suas rotas habituais. Apenas nove negócios foram realizados na BOVESPA (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo), equivalentes a Cr$87 mil (queda de 12,1% em relação ao último pregão). No Rio, a BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) simplesmente não operou. As poucas casas que conseguiram fechar negócios com o dólar norte-americano negociaram a moeda a Cr$40,00 para compra e Cr$55,00 para venda. O grama do ouro fechou a Cr$590,00 (queda de 41,06% em relação à cotação anterior). A rede bancária dedicou-se basicamente a receber pagamentos e impostos em cruzeiro. Os clientes não conseguiram receber o que tinham direito. Apesar de os gerentes negarem uma redução da liquidez, as normas internas tiveram como objetivo o controle de saques. Foram bloqueadas retiradas de cadernetas de poupança, "over", fundos ao portador, nominativo e de renda fixa e paralisadas operações de cheque especial e empréstimo (FSP) (O Globo).