O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luís Antônio de Medeiros, apóia as medidas econômicas, no sentido global, mas quer alterar, através de negociações com o presidente Fernando Collor e o Congresso Nacional, alguns pontos do pacote. Dois itens são considerados prioritários por Medeiros: garantir a incorporação integral da inflação de março (estimada em 85%) aos salários no dia 1o. de abril e ampliar o limite de saque das cadernetas de poupança, fixado em Cr$50 mil pelo governo. Medeiros afirma que o trabalhador não aceita perder a inflação de março. Se não conseguir obter a reposição via negociação, Medeiros afirma que não haverá outra alternativa senão a greve. O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) não está sujeito a limite de saque, em função das medidas econômicas do governo. A informação foi dada por Medeiros após encontrar-se com Collor, em Brasília. O sindicalista disse que os depósitos no FGTS são considerados como uma conta nova e serão automaticamente transformados de cruzados novos em cruzeiros (FSP).