Segundo a FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro), a cada dia um terreno é ocupado no Estado do Rio de Janeiro. O presidente da entidade, Sérgio Donato, disse que os baixos salários e os altos preços dos aluguéis-- o de um quarto em uma favela chega a NCz$1 mil-- aliados à falta de uma política habitacional para a população de baixa renda têm provocado uma onda de ocupações sem precedentes em todo o estado. Segundo a FAMERJ, não há outra solução para o problema das ocupações senão as reformas agrária e urbana. O déficit habitacional no estado é de um milhão de unidades. De acordo com a FAMERJ, há três milhões de fluminenses vivendo em condições sub-humanas nas favelas, nos cortiços e nas ocupações. Sérgio Bonato defende a criação de um Conselho Permanente de Habitação, com a participação das prefeituras, do governo do estado, secretarias, CEF (Caixa Econômica Federal) e dos movimentos populares, que atuaria como um centro de referência para os projetos habitacionais. Além disso, a FAMERJ quer que seja feito um cadastramento de todas as terras ociosas para que os sem-teto sejam assentados definitivamente "no mínimo em lotes urbanizados" (O Dia).