A inflação oficial do mês de março, apurada a partir do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), será utilizada integralmente para a correção dos contratos de aluguéis, apesar de não estar sendo considerada para o reajuste de salários. Para um contrato quadrimestral que vence no fim de abril, o reajuste será feito com base nos IPCs de janeiro, fevereiro e março mais a meta para o percentual de variação média dos preços durante os 30 dias de abril. Os contratos de aluguéis-- sejam anuais, semestrais ou quadrimestrais-- continuarão válidos durante o Plano Collor. Também permanecerão válidos os índices de reajuste até o dia 31 de março. A partir dessa data passam a valer as metas de variação de preços fixadas pelo Ministério da Economia no primeiro dia útil após o dia 15 de cada mês. Como a inflação de março ficará de fora dos reajustes salariais-- os salários foram corrigidos em março pelo IPC de fevereiro (72,78%) e, em abril, serão corrigidos por uma taxa a ser fixada naquele mês-- os aumentos de aluguéis serão maiores do que os de salários (FSP).