CONDOMÍNIO DO RJ DISCRIMINA FILHA DE EMPREGADA

Por ser filha de empregada doméstica, Elaine Cristina Fernandes da Silva, de quatro anos, foi proibida pela Comissão de Convivência do condomínio Solar da Barra, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (capital), de frequentar a piscina, sob alegação de que seu uso é "vedado aos empregados". A moradora Adriana Flávia de Oliveira, que é patroa da mãe da menina, não aceita a decisão, que acredita ser inconstitucional. "Não é apenas preconceito social, existe também o racial, porque a menina é negra", diz Adriana, que denunciou o caso ao Instituto de Pesquisas de Cultura Negra e à Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Com interpelação judicial, assinada pelo advogado Nílton Kreiman, Adriana tentará sustar a decisão do condomínio (JB).