O BIRD (Banco Mundial) vai gradualmente reduzir seu papel no refinanciamento da dívida externa do Terceiro Mundo. O banco anunciou que a partir deste ano vai deixar de assinar empréstimos de rápido desembolso para países em dificuldades econômicas, entre eles o Brasil. A entidade decidiu também concentrar-se em financiamentos de longo prazo, geralmente identificados com projetos de infra-estrutura (moradia, habitação, saneamento básico e transporte). A nova política do BIRD foi anunciada ontem, em Washington (EUA), pelo vice-presidente e economista-chefe, Stanley Fischer. Ele aconselhou o novo governo brasileiro a buscar uma forte redução temporária no pagamento de juros da dívida externa, nas negociações que iniciará com os bancos credores. Fischer disse que o alívio da conta de juros por uns cinco anos parece ser a melhor forma de o Brasil conseguir um acordo rápido com os bancos, usar bem os recursos oficiais que obteria para tornar viável tal acordo e abrir o espaço de que necessitará para realizar as reformas estruturais em sua economia (FSP) (O ESP).