A política externa brasileira se adequará ao desejo do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, de integração do país ao grupo de nações do Primeiro Mundo. A afirmação foi feita ontem pelo futuro ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, ao ser confirmado oficialmente no cargo. Ele disse que o Brasil não deverá reforçar seus laços diplomáticos, políticos e econômicos com a África do Sul enquanto não for abolido o regime do "apartheid". Sobre a integração latino-americana, Rezek defendeu o caminho da bipolaridade, como o que vem sendo colocado em prática entre o Brasil e a Argentina. O futuro ministro disse ainda que não há hipótese de que o Brasil venha a barganhar o acesso à alta tecnologia assinando o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Essa é a principal exigência feita pelos países industrializados para vender ao Brasil material sensível (GM).