O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, pretende iniciar uma reforma administrativa no primeiro dia de seu governo, segundo o futuro secretário da Administração Federal, João Santana, indicado ontem para o cargo. Advogado, 48 anos, ex-assessor do ex-ministro Dílson Funaro (governo Sarney) e ex-filiado ao PSDB, Santana assume com o compromisso de vender imóveis funcionais e exercer rígido controle sobre os servidores, que podem ser realocados, colocados em disponibilidade ou demitidos. Ligada à Presidência da República, a Secretaria vai centralizar todos os serviços da administração pública federal, incluindo a informatização, modernização da máquina estatal e planejamento dos recursos humanos. Também faz parte das atribuições da nova Secretaria a gestão sobre os imóveis da administração direta de Brasília. Caberá ao novo secretário a administração do banco de funcionários, que reunirá os empregados públicos que ficarem ociosos com a reforma administrativa do governo eleito. A Secretaria reúne uma parte do extinto Ministério da Administração, basicamente a Secretaria de Recursos Humanos-- encarregada do funcionalismo--, a Secretaria de Modernização Administrativa, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e a Fundação Centro do Servidor Público (Funcep) (FSP).