O novo presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Francisco Canindé Pegado do Nascimento, concorda em participar de um pacto social com o governo do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, e vai conceder um voto de confiança de 100 dias ao futuro ministro do Trabalho, Antonio Rogério Magri, a quem sucedeu na CGT. A Confederação não faz muitas exigências para negociar um entendimento nacional. Aceita, até mesmo, uma eventual perda salarial no início do governo, "desde que, no bojo do plano econômico, esteja garantida a recuperação do poder aquisitivo dos trabalhadores". Francisco Canindé assumiu a direção da CGT no último dia nove, quando Magri se licenciou do cargo que ocupava desde abril do ano passado (JB).