Ao fim dos primeiros 180 dias de governo, o presidente eleito, Fernando
28439 Collor de Mello, pretende ter construído 200 mil casas populares no
28439 país. Esta é a meta do plano habitacional de emergência de Collor, que será perseguida através do financiamento à autoconstrução, para a população com renda familiar de até cinco salários-mínimos. O valor médio dos financiamentos-- que serão concedidos pela CEF (Caixa Econômica Federal), pelas caixas estaduais e por bancos estatais-- será de 500 VRFs (NCz$148,7 mil). O lote urbanizado absorverá 20% do valor do financiamento e o restante será para a aquisição de uma cesta básica de materiais de construção. O plano vai consumir NCz$29,7 bilhões, dos quais 73% virão da poupança, do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), da letras hipotecárias e do PIS/PASEP. Em entrevista exclusiva à Rede Globo de Televisão, ontem, o presidente eleito prometeu combater duramente aqueles que, segundo ele, remarcam os preços dos produtos "na calada da noite". Garantiu que, se for necessário, mandará todos os remarcadores para a cadeia (O Globo).