EMPRESA NACIONAL QUER MANTER ATUAL LEI DE INFORMÁTICA

Os representantes das empresas brasileiras de informática têm esperanças de que o novo governo preserve a atual política de proteção ao setor, apesar das declarações do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, que sinalizou com a abertura de mercado aos concorrentes estrangeiros. O diretor-executivo da Itautec, Carlos Eduardo Fonseca, está convicto de que qualquer mudança somente será implantada após amplo debate com a sociedade. "O que foi construído até agora não pode ser perdido com mudanças bruscas", afirma. O presidente da ABICOMP (Associação Brasileira das Indústrias de Computadores e Periféricos), Édson Fregni, defende o setor das acusações de que a reserva de mercado encarece os preços dos equipamentos. Ele argumenta que a lei restringe apenas alguns setores e permite o licenciamento e a importação nas áreas em que o país não possui capacitação. Uma prova de que as empresas estão avançando, segundo ele, é que entre 1986 e 1989 os preços dos computadores caíram entre 43% e 52%. Enquanto isso, um aparelho de TV em cores fabricado aqui há muito mais tempo em área sem reserva continua 38% mais caro do que no mercado internacional (JB).