Habitação e saneamento merecerão, a partir da posse do novo governo, um
28428 novo enfoque. Só em saneamento deverão ser investidos cerca de US$20,7 bilhões, segundo prevê o plano do governo Collor de Mello para o setor. Pelo menos 25% desse total sairão dos orçamentos dos estados e municípios, que passarão a ter que contribuir com volumes maiores de contrapartida. Até então, resumidas a concessões de financiamento e sujeitas a decisões pulverizadas por diversos órgãos, as ações nessas duas áreas terão um comando centralizado num único Ministério, o da Ação Social, que será dirigido por Margarida Maia Procópio. A futura ministra garantiu que ainda este ano haverá recursos orçamentários para a habitação e acenou com a possibilidade de criação de linhas de crédito para instalação de usinas de tratamento do lixo. Ela defendeu também uma revisão na lei do inquilinato como forma de reativar a construção e a oferta de imóveis de aluguel. As últimas estatísticas sobre a necessidade do setor de saneamento indicam que há no país 25 milhões de pessoas sem acesso a redes de água e outros 50 milhões com acesso precário nas cidades. O plano do futuro governo tem como meta levar água a pelo menos metade da população rural hoje não atendida e a praticamente toda a população urbana. No que se refere à coleta de lixo, a intenção é dobrar os níveis de atendimento, abrangendo 60% da população. Hoje, mais de 90 milhões de pessoas não dispõem desse serviço (O Globo).