A possibilidade de o novo governo vir a prorrogar a reposição da
28426 inflação de março nos salários pagos em abril, sob a alegação de que a
28426 medida é necessária ao plano de estabilização econômica que irá adotar
28426 o sistema de prefixação de preços e salários, pode gerar perdas salariais
28426 substanciais para os trabalhadores. A previsão é do economista José Marcio Camargo, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro, que calcula em aproximadamente 20% a perda salarial acumulada nos últimos três meses. Segundo ele, mesmo com a política salarial que assegura a reposição do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) integral do mês passado os salários estão acumulando perdas mensais por conta do crescimento das taxas inflacionárias, que acentuam a defasagem de quase dois meses no cálculo do IPC e no mês de aplicação do reajuste salarial correspondente (O Globo).