EMPRESARIADO RECEBE BEM A INDICAÇÃO DE TUMA

A indicação do delegado Romeu Tuma para dirigir a Secretaria da Receita Federal, Departamento de Polícia Federal e Superintendência Nacional do Abastecimento (SUNAB) foi bem recebida pelo empresariado, que aponta o controle da sonegação fiscal o objetivo maior a ser atingido. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Romeu Trussardi, se disse muito surpreso com a indicação e considerou "à primeira vista" ser difícil conciliar as funções de superintendente da Polícia Federal e secretário da Receita Federal. O ex-presidente da Bolsa de Valores de São Paulo, Eduardo Rocha de Azevedo, gostou da indicação. Para ele, Romeu Tuma tem capacidade para coibir tanto a sonegação de impostos como eventual corrupção dentro da Receita. O diretor de relações corporativas do Grupo Pão de Açúcar, Luís Fernando Furquim, diz que Tuma é "extremamente competente, de respeitabilidade frente à opinião pública e em condições de harmonizar os objetivos das três entidades". Furquim acha a concentração de poderes de Tuma "benéfica para que o governo atinja seu objetivos de controle da sonegação". O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Abram Szajman, disse não acreditar que, "por se tratar de um delegado de polícia, a escolha de Tuma sinalize algo mais que a vontade do novo governo em ter leis respeitadas". Para Szajman, "o delegado Romeu Tuma é bacharel em Direito e vai exercer o cargo com a dignidade exigida, considerando o primado das leis nas instituições e na sociedade". Para o diretor da Federação das Indústrias de São Paulo, Roberto Della Manna, Tuma "e um nome que os empresários aprenderam a admirar nas funções de superintendente da Polícia Federal e tem todas as condições para assumir mais essa obrigação, que não será fácil" (FSP).