ZÉLIA MUDA ESTRUTURA DE SEU MINISTÉRIO

A estrutura do Ministério da Economia, aprovada pela futura ministra Zélia Cardoso de Mello, atribui ao secretário-executivo de Finanças-- o segundo cargo mais importante da pasta-- a função de substituí-la interinamente, já que no governo Collor desaparecerá o cargo de secretário-geral. A mudança ocorrida em relação ao projeto original partiu da própria assessoria de Zélia, e visa agilizar os trabalhos do futuro Ministério da Economia. Reduziu-se à metade o número de secretários ligados diretamente à ministra, que no plano original seriam seis. Foram mantidas as Secretarias Executivas de Finanças, Planejamento e Economia. Pelo organograma aprovado, o Ministério da Economia absorve totalmente a SEPLAN-- atualmente com "status" de Ministério-- e parte do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio. Ligadas à Secretaria Executiva de Planejamento haverá duas Secretarias nacionais: a de Planejamento, que engloba o IPEA, o INPE e o IPLAN, e a de Orçamentos da União, que substuirá a SOFI e a SEST. A Secretaria Executiva Econômica abrigará três Secretarias nacionais: de Preços, da Indústria e do Comércio e a Econômica. A mais importante será a Secretaria de Finanças, à qual estarão submetidos o Tesouro Nacional, a Receita Federal e Secretaria Nacional de Patrimônio, responsável pelo controle de todo o patrimônio da União, hoje sob a administração de vários órgãos (O Globo).