A prioridade anunciada pelo futuro ministro da Educação, Carlos Chiarelli- =- combate ao analfabetismo com investimentos no ensino básico-- deve provocar mudanças na estrutura do atual Ministério da Educação (MEC). Atualmente, o Ministério aplica a maior parte dos seus recursos no ensino superior. No orçamento de 1990, em valores de janeiro, as universidades e faculdades isoladas recebem NCz$30,4 bilhões. O orçamento total destinado é de NCz$39,2 bilhões. O MEC agrupa 36 universidades e 10 estabelecimentos isolados de ensino superior. No ensino médio, mantém 57 escolas técnicas e quatro centros de educação tecnológica. Uma estrutura que absorve mais NCz$2,29 bilhões. Para o ensino básico sobram NCz$854 milhões. Um valor inferior ao consumido pela administração direta: NCz$5,24 bilhões. Uma opção para modificar a situação do Ministério é desvincular as universidades federais da estrutura do MEC, fazendo com que elas busquem outras fontes de recursos-- via convênios com o setor produtivo ou cobrança de mensalidades dos alunos. Outra área da estrutura do MEC que vai ser mexida pelo futuro ministro são as fundações vinculadas ao Ministério. Na mira dessas modificações está a FAE (Fundação de Assistência ao Estudante), unidade responsável pela manutenção de programas da merenda escolar, livro e material didático. Chiarelli vai procurar tornar a FAE mais eficiente e conter a onda de denúncias de corrupção e desvios de verba que tomou conta da fundação (FSP).