PREJUÍZOS COM XINGÓ VÃO A NCZ$45 MILHÕES

A paralisação da maior obra do governo Sarney-- a Hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco-- está acarretando prejuízo mensal de US$1,6 milhão (cerca de NCz$45 milhões). Se esses recursos estivessem sendo aplicados no programa habitacional, o governo poderia entregar 122 casas a cada mês. O presidente da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), Genildo Nunes, disse que o prejuízo se deve à multa mensal de US$100 mil que a CHESF paga a três bancos alemães (KFW, Morgan e Deutsche Banck) pela não utilização do empréstimo de 599 milhões de marcos que contraiu junto àquelas instituições para compra de máquinas. Outro prejuízo é a multa de US$90 mil que a CHESF se obrigou a pagar às empreeiteiras se a obra fosse paralisada. Soma-se a tudo isso o custo de manutenção do canteiro. Este ano, se a obra não tiver prosseguimento, a CHESF terá que destinar 10% de seu orçamento de investimentos, que é de US$1,133 bilhão, para manter o canteiro e pagar multas (JB).