A política ambiental do governo do presidente eleito Fernando Collor de
28140 Mello já está definida. Já está pronta a medida provisória que cria a Secretaria Nacional do Meio Ambiente (SENAMA), que será vinculada diretamente à Presidência da República e assumirá as atribuições do atual IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O futuro governo também prepara mais dois decretos sobre o assunto. Um deles coloca o IBAMA como órgão executor da secretaria com uma estrutura igual a que tem hoje. O outro determina as diretrizes básicas para um zoneamento ecológico-econômico em todos os estados que poderão ser exploradas economicamente desde que não afetem o meio ambiente. O ecologista José Lutzemberger afirmou ontem que não concorda com a criação de um imposto obrigando os países ricos a financiar a preservação da Amazônia, conforme proposto pelo presidente eleito. Segundo ele, essa medida demonstra uma "visão limitada do problema". Durante conversa mantida com Collor, em Brasília, o ecologista sugeriu como solução para obter recursos a conversão de parte da dívida externa em projetos de preservação da região. O ecologista será conselheiro do novo governo no setor ambiental (O ESP) (JC).