O novo governo não vai mudar a política salarial sem consultar antes o
28127 movimento sindical. A afirmação foi feita ontem, em Brasília, pelo futuro ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri. Ele admitiu que o governo poderá optar por um sistema de pré-fixação de preços e salários para conter a inflação. Nesse esquema, os preços e os salários seriam reajustados com base numa expectativa de inflação futura, que seria reduzida mês a mês, e não na inflação passada. Magri diz que a prefixação só seria adotada dentro de um "grande entendimento" nacinal entre governo, empresários e trabalhadores. O futuro ministro ameaçou tirar dos bancos a atribuição de efetuar o pagamento de benefícios aos aposentados, "se as filas quilométricas continuarem". Segundo ele, "se isso não mudar, vou transferir o pagamento dos benefícios para os postos de atendimento do INAMPS" (FSP) (O ESP).