Privatizar o processo de privatização. Esta é a idéia que ganha corpo entre os economistas da equipe de Zélia Cardoso de Mello, assessora econômica do presidente eleito Fernando Collor de Mello. A proposta pretende alterar radicalmente o que tem sido feito até agora, ou seja, a privatização a cargo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os bancos de investimento, responsáveis pelo lançamento de ações, ficariam encarregados de oferecer ao público o capital das empresas estatais. Segundo as informações, isto não quer dizer que se pretenda alijar por completo o BNDES das operações. Ele deixaria de ser o executor da política, mas continuaria atuando como agente do governo (O Globo).