A dívida externa de cerca de US$450 bilhões dos países da América Latina está provocando um aumento nas enfermidades mentais dos seus habitantes. E o problema se agrava nos próximos anos, com o desdobramento da crise sócio-econômica. A constatação é de Isaac Levbav, assessor regional da OPS (Organização Panamericana de Saúde). Ele alertou sobre as consequências provocadas pela dívida externa na população, como o alcoolismo e a ansiedade. Para ele, o problema tende a agravar-se, a menos que os governos do hemisfério estejam dispostos a solucioná-lo. A OPS estima que 25% da população adulta latino-americana sofre em algum grau de problemas psicológicos, que vão de leve a moderado e grave. E desses 25%, 1,7% apresentam problemas mentais graves (JB).