O presidente nacional do PMDB, deputado federal Ulysses Guimarães (SP), está disposto a assumir o papel de mediador entre o Congresso Nacional e o futuro governo, desde que o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, deixe de agir "como se o Parlamento não existisse". "Assumo qualquer papel em benefício de meu país", disse ele, ontem, em Brasília, condenando, porém, o fato de o futuro presidente nomear ministros para funções inexistentes e que ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional, como é o caso da fusão dos Ministérios do Trabalho e Previdência Social e a criação do Ministério da Infra-estrutura. A seu ver, "estão passando o carro à frente dos bois" (JC).