SARNEY QUER AÇO DE TUBARÃO PARA USIMAR

A venda das cotas estratégicas que a SIDERBRÁS tem na CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)-- cerca de 500 mil toneladas de aço-- para a USIMAR (Usina Siderúrgica do Maranhão) é a nova tentativa do governo de tornar realidade, antes do dia 15 de março, o sonho do presidente José Sarney de construir uma usina em sua terra natal. Até a posse do novo governo, o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio pretende fazer com que a SIDERBRÁS aprove um acordo neste sentido, garantindo a matéria-prima necessária à nova usina. Até a semana passada, o governo pretendia fechar um acordo no qual a CST se comprometia a vender as placas de aço para a USIMAR somente depois da conclusão de seu projeto de expansão. Este projeto, no entanto, não ficará pronto antes de três anos. Além disso, os sócios estrangeiros da CST não querem liberar os recursos necessários até que o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, tome posse. Por este motivo, o Ministério e os responsáveis pelo projeto USIMAR pretendem que a SIDERBRÁS destine seu estoque de segurança-- utilizado para suprir as usinas do sistema quando um alto-forno é desativado para reparo-- à nova usina (O ESP).