Os Estados da Bahia, Pará e Maranhão foram os mais beneficiados pelo PNRA (Plano Nacional de Reforma Agrária) nos cinco anos de governo do presidente José Sarney. Alagoas, governada durante dois anos pelo presidente eleito Fernando Collor de Mello foi o estado menos aquinhoado, tanto em termos de áreas desapropriadas como no que se refere ao assentamento de famílias de trabalhadores sem-terra. Em cinco anos, o presidente Sarney desapropriou apenas três áreas em Alagoas, num total de 2.693 hectares, garantindo o assentamento de apenas 83 famílias. Esses dados constam do livro que vem sendo elaborado pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que será divulgado até o próximo dia 15, como um balanço do setor. O Estado do Pará, que deu dois ministros da Reforma Agrária (Nelson Ribeiro e Jáder Barbalho), foi o que mais terras teve desapropriadas para fins de reforma agrária (887.985 hectares), seguido por Mato Grosso (estado do ex-ministro da Reforma Agrária Dante de Oliveira), com 690.264 hectares desapropriados. A Bahia liderou em número de famílias assentadas durante o governo Sarney: 14.698. O presidente Sarney deu um tratamento especial também ao seu estado natal, o Maranhão, que teve 53 imóveis rurais desapropriados, num total de 596.506 hectares, garantindo o assentamento de 14.526 famílias. Durante todo o seu governo, o presidente Sarney desapropriou 717 imóveis, numa área total de 4 milhões 693 mil 317 hectares, assegurando lotes de terra para 115.080 famílias. Em termos de assentamento, no entanto, Sarney não cumpriu nem 10% da meta traçada pelo PNRA, que previa o assentamento de 1,4 milhão de famílias em cinco anos de governo (JB).