O presidente da Fiat do Brasil, Silvano Valentino, rebate a acusação do presidente eleito Fernando Collor de Mello de que o Brasil produz carros parecidos com carroças. Para ele, os modelos feitos no país são praticamente idênticos aos que circulam lá fora. Ele rejeita ainda a afirmação de Collor de que falta competição entre as montadoras. O problema principal, segundo o presidente da Fiat, é o limitado mercado brasileiro. Há 15 anos, argumenta, o número de carros vendidos no mercado interno não passa de 700 mil por ano. Para ele, os novos investimentos dependem da ampliação do consumo e da redução da carga tributária. O grupo Fiat (composto de oito empresas atuando no Brasil) planeja investir, este ano, US$300 milhões (JB).