ASSESSOR DE COLLOR QUER USAR DÍVIDA NA PRIVATIZAÇÃO

Deve-se pensar numa troca de tal parcela (20%) da dívida mobiliária em
28029 cotas de um fundo de privatização. A proposta, defendida em artigo de outubro do ano passado como uma das medidas necessárias ao ajuste fiscal, foi feita por Antonio Kandir, professor da UNICAMP (Universidade de Campinas) e um dos principais integrantes da equipe de Zélia Cardoso de Mello, assessora econômica do presidente eleito, Fernando Collor de Mello. No artigo, Kandir diz quais são os mecanismos de ajuste fiscal que julga conveniente para sanear as finanças públicas. Entre eles está a redução em 20% do endividamento mobiliário (em títulos públicos) através de sua transformação em cotas de um fundo de privatização. A troca teria como contrapartida "ações e outros ativos do setor público que poderiam ser transacionados por todos aqueles que necessitassem de liquidez" (FSP).