Os trabalhadores do lado brasileiro da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), voltaram ao trabalho ontem, às 14 horas, depois de 36 horas de paralisação. Eles decidiram suspender o movimento para negociar com a empresa, mas permanecem em estado de greve até o próximo dia 20, quando realizam nova assembléia. Do lado paraguaio, a greve continuou até as 18 horas, horário em que os cerca de 3 mil trabalhadores parados iniciaram uma asssembléia para discutir as propostas da direção da usina. Os 1.800 trabalhaadores contratados pela direção brasileira de Itaipu reivindicam 48% de reposição salarial, referente aos meses de novembro, dezembro e janeiro. A empresa alega sérias dificuldades financeiras para não conceder esse índice e ontem propôs um parcelamento: 24,48%, correspondentes a novembro e dezembro, seriam pagos dia 23, e 20,8%, referentes a janeiro, em 12 de março. A proposta foi rejeitada, mas os trabalhadores aceitaram dar prazo até o próximo dia 20 para tentar um acordo. Do lado paraguaio-- em que, além do pessoal contratado por Itaipu, estão parados empregados de sete empreiteiras--, o presidente Andres Rodriguez fez ontem um apelo para que a greve acabe (O ESP).