A pedido do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), senador Albano Franco (PRN/SE), o empresário Luís Eulálio Bueno Vidigal começou a trabalhar na preparação do empresariado nacional para a idéia de internacionalização da economia proposta pelo presidente eleito, Fernando Collor de Mello. Estando em Brasília para tratar desse assunto com a Associação Latino Americana de Desenvolvimento Industrial, Vidigal foi ontem ao anexo do Itamaraty, onde trabalha a equipe de transição do próximo governo, e saiu dizendo que o governo protege tanto o setor de bens de capital que o deixou sem condições de sobrevivência. Fabricante de autopeças, Vidigal explicou que a falta do capital internacional no Brasil trouxe dois resultados dramáticos: "Não temos mais para quem vender e também não temos tecnologia, porque não temos financiamento" (JB).