EMPRESÁRIOS FALAM SOBRE A ESCOLHA DE MAGRI PARA O TRABALHO

Alguns empresários comentaram ontem a indicação do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, do sindicalista Antônio Rogério Magri, presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), para o Ministério do Trabalho e da Previdência Social. A seguir, suas opiniões: Albano Franco (presidente da Confederação Nacional da Indústria)-- "A indicação de um sindicalista para o cargo foi um compromisso de campanha de Collor. É um fato moderno um líder dos trabalhadores alcançar o Ministério". Romeu Trussardi Filho (presidente da Associação Comercial de São Paulo)-- Eu acho que é um pessoa que conhece os problemas da relação entre
27929 capital e trabalho e tem se mostrado bastante equilibrado. Abram Szajman (presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo)-- "A escolha demonstra a intenção do presidente de estabelecer um diálogo franco, autêntico e sem restrições com o sindicalismo". Roberto Della Manna (diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)-- "O empresariado industrial de São Paulo vai apoiá-lo, não porque ele venha da área trabalhista, mas porque fará parte de um governo que será apoiado de forma geral". Para a atual ministra do Trabalho, Dorothea Werneck, não importa a origem classista e profissional do futuro ministro, e sim a sua atuação como membro do Executivo e as recomendações que ele tiver que exercer no cargo. Entrou aqui, virou governo, disse (FSP) (GM).