A política de subsídios praticada pelos EUA e países da CEE (Comunidade
27878 Econômica Européia) bloqueia o acesso da agricultura do Terceiro Mundo ao
27878 mercado mundial. Enquanto os países ricos trocam entre si 42% da produção
27878 agrícola mundial, a troca entre os países do Terceiro Mundo é restrita a
27878 apenas 8%. Esse foi o tema mais discutido no 6o. Congresso Mundial de Jovens Agricultores, que reuniu, do dia cinco a oito 450 representantes de 55 países, em São Paulo. O 6o. Congresso Mundial de Jovens Agricultores foi o primeiro teste da Associação Brasileira de Jovens Agricultores (ABJA). Presidida por Laert de Lima Teixeira, de 27 anos, fazendeiro no interior de São Paulo, a ABJA foi fundada em novembro do ano passado e conta com 200 integrantes. A diretoria defende a tese de que o agricultor brasileiro deve trabalhar de forma empresarial. No âmbito nacional, as principais preocupações da entidade estão voltadas para as questões fundiárias. Segundo Laert de Lima Teixeira, "é necessária a realização de uma reforma agrária no país, feita através de cooperativas". Questões ambientais e aplicação de novas técnicas devem caminhar juntas na formação do produtor rural (FSP).